Pinah, lendária passista da Beija-Flor, vai receber Medalha Pedro Ernesto
_Mandato da vereadora Tainá de Paula indicou à Câmara de Vereadores a homenagem a uma das principais figuras do Carnaval da cidade_
RIO DE JANEIRO – Pinah Ayoub, uma das mais icônicas passistas da Beija-Flor, verdadeiro símbolo do Carnaval carioca, vai receber a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, homenagem da Câmara Municipal de Vereadores do Rio de Janeiro que é a principal honraria concedida pela Casa. A homenagem, requerida pelo mandato da vereadora Tainá de Paula, visa premiar a trajetória singular desta figura histórica que agora faz parte da diretoria da Soberana de Nilópolis. Criada em 1980, a Medalha homenageia pessoas e instituições que se destacam na sociedade brasileira ou internacional, prestando relevantes serviços à cidade do Rio de Janeiro.
“Agradeço ao carnaval por essa homenagem. A toda a comunidade nilopolitana e aos segmentos da minha escola, pelo respeito e amor nessas muitas décadas de Beija-Flor”, diz Pinah. “Fico muito lisonjeada de ser homenageada em vida. De poder sentir o carinho e a valorização das pessoas enquanto estou na ativa”, conclui.
Nascida em Minas Gerais e criada no Rio, Pinah iniciou sua trajetória no mundo da moda antes de ser convidada por Joãosinho Trinta e Jésus Henrique para integrar o carnaval pela Beija-Flor, em 1976. Desde então, tornou-se um dos nomes mais emblemáticos do carnaval brasileiro, associando sua imagem e sua ginga à identidade estética e cultural da escola de Nilópolis, uma das principais campeãs do carnaval.
Sua fama ganhou dimensão internacional em 1978, quando, em 1978, encantou o Rei Charles com seu samba, numa cena que percorreu o mundo e se tornou um dos episódios mais memoráveis da história do carnaval. Esse evento ocorreu durante a primeira visita do – na época ainda – Príncipe, durante sua primeira visita ao Brasil. O acontecimento foi tão marcante que, em 1983, a própria Beija-Flor o homenageou no enredo “A Grande Constelação das Estrelas Negras”, cujo refrão canta: “É Pinah é Pinah, a Cinderela negra que ao príncipe encantou”.
“A escolha de Pinah ocorreu por sua contribuição inestimável à cultura carioca, à identidade do carnaval brasileiro e à representatividade da mulher negra na arte popular”, disse Tainá de Paula, vereadora. “Sua ginga e sua história são partes indissociáveis da memória cultural do Rio de Janeiro”, conclui.
Com cinquenta anos de Beija-Flor e presente ininterruptamente na avenida — seja como destaque de carro alegórico, seja na ala da diretoria —, Pinah representa o que há de mais genuíno no carnaval: a comunidade, a raiz e a devoção à escola. Ela própria afirma carregar a bandeira da Beija-Flor como uma das maiores paixões de sua vida. Mulher negra, de origem humilde, construiu uma trajetória marcada pela dignidade, pelo trabalho e pelo amor à sua cultura. Sua figura é patrimônio do imaginário carnavalesco do Rio de Janeiro, reconhecida tanto no Sambódromo da Marquês de Sapucaí quanto nos salões do mundo inteiro para onde levou o samba brasileiro.
Assessoria de imprensa:
Renata Rodrigues
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